Cancro. Porquê?
Segunda, 31 Janeiro 2011 23:51
Jorge Branco
Imortalidade celular?
Uma das características das células normais é a morte programada, o que quer dizer que cada uma das nossas células detém a informação do momento em que tem de morrer, sendo ou não substituída por outra. Embora o nome tenha pouco interesse, a isto chama-se apoptose. É relativamente frequente, durante o processo de divisão celular surgirem erros de cópia do material genético que levam a mudanças na sequência dos nucleótidos (partes do ADN): mutações. Enquanto em pequeno número, estes incidentes desfavoráveis são controlados e as células com mutações são pura e simplesmente eliminadas por mera seleção natural. A ocorrência de repetidas mutações para além do suportável (com fragmentação de cromossomas e rearranjos aleatórios, reduções e amplificações de genes), leva a alterações graduais no genoma (sequência de DNA completa com informação hereditária codificada). Estas mutações, na presença de co-factores carcinogénicos (ex. tabaco, vírus, etc.) que tornam o terreno mais vulnerável, para além de estimularem o crescimento incontrolado das células afectadas, atenuam ou anulam a sua morte programada – a apoptose – com instabilidade e posterior anarquia celulares (uma vez atingida a fase de imortalidade celular), a que se junta a diabólica capacidade de formação de novos vasos (neoangiogénese) que irá garantir o aporte sanguíneo indispensável para satisfazer as enormes necessidades de nutrientes e oxigénio e garantir a sua temível actividade maligna.
Actualizado em Terça, 01 Fevereiro 2011 00:14
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Cancro do Colo do Útero
Quarta, 24 Novembro 2010 22:07
Jorge Branco
A neoplasia evitável
Em Portugal, o cancro do colo do útero representa o 3º tumor maligno da Mulher, a seguir ao mamário e ao colorectal. A incidência é de 12,2/100.000 mulheres com uma taxa de mortalidade de 3,6/100.000. Isto quer dizer que há quase 1.000 novos casos por ano, morrendo uma mulher por dia devido a esta patologia. O carcinoma invasor do colo é precedido por lesões précancerosas denominadas no seu conjunto por neoplasia intraepitelial cervical (CIN) com dois graus de gravidade (baixo grau e alto grau) que ainda apresentam bom prognóstico. Os factores de risco estão maioritariamente relacionados com a actividade sexual e com hábitos pouco saudáveis: precocidade das primeiras relações sexuais, múltiplos parceiros, promiscuidade sexual, parceiros com infecções a HPV, antecedentes de doenças sexualmente transmissíveis, paridade elevada, hábitos tabágicos, baixo nível socioeconómico, imunosupressão e uso prolongado de anticonceptivos orais.
Actualizado em Quinta, 25 Novembro 2010 22:30
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Síndrome Prémenstrual
Quarta, 10 Novembro 2010 18:33
Jorge Branco
A entidade Síndrome Pré-Menstrual (SPM) refere-se a um grupo de sintomas físicos e comportamentais que ocorrem ciclicamente na segunda metade do ciclo genital. Na sua forma mais comum (também frequentemente chamada Tensão Prémenstrual (TPM) que pode afectar cerca de 70% das mulheres menstruadas, os sintomas são de intensidade ligeira a moderada, não chegando a interferir com a maioria das actividades da vida diária. Os sintomas são muito variáveis de senhora para senhora mas os mais frequentes são: fadiga, letargia, edemas por retenção de líquidos, alterações do apetite e do sono, tensão e dor mamárias, ganho de peso, dores musculares, cefaleias irritabilidade, ansiedade, tristeza, frequentes variações do humor acompanhadas de episódios de choro, conflituosidade e dificuldade de concentração. Na forma mais grave que afecta cerca de 5% das mulheres, denominada também Síndrome Disfórico Pré-Menstrual (SDPM), os sintomas, embora idênticos, são muito mais severos, podendo incluir sentimentos de raiva e desespero difíceis de controlar, interferindo de forma mais ou menos grave com a actividade diária.
Actualizado em Quarta, 10 Novembro 2010 19:08
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