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Patologia Mamária

Rastreio do Cancro da Mama

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O diagnóstico precoce é vital para o futuro das pacientes

Afirmei no artigo anterior sobre o cancro da mama que este é o tumor maligno mais frequente na mulher. Para se perceber bem a grandeza deste problema de saúde pública, é importante informar que em Portugal ocorrem aproximadamente 4.500 novos casos de cancro da mama por ano, ou seja 11 novos casos por dia, provocando a morte de 4 mulheres por dia.
Foram também descritos os mais importantes factores de risco que isoladamente ou em associação, comportando-se como co-carcinogéneos, contribuem significativamente para a oncogénese deste tumor.
Muitos destes factores de risco são evitáveis ou modificáveis, pelo que a sua anulação é fundamental para a prevenção primária. É para reduzir o risco de cancro da mama que aconselhamos sistemáticamente as senhoras a optimizar o seu padrão reprodutivo e, em especial a partir dos 40 anos, a aperfeiçoar o seu estilo de vida, evitando ao máximo, entre outros, o sedentarismo, a obesidade e o tabaco e preferindo uma dieta saudável mediterrânica.
Com o rastreio do cancro da mama (iniciado em Portugal em 1986) pretende-se não só um diagnóstico precoce, descobrindo tumores em estadio inicial, muito pequenos, silenciosos, não palpáveis e só vistos em mamografia ou ecografia ou em fase evolutiva não invasiva permitindo assim tratamentos menos mutilantes (cirurgia conservadora) e traumatizantes (quimioterapia). Quanto mais cedo o tumor for detectado, melhores as suas hipóteses de cura ou de uma sobrevida livre de doença bastante mais longa.
Portanto, o maior benefício do rastreio é, em última análise, diagnosticar o cancro o mais cedo possível para evitar a morte por cancro da mama.
Vários elementos concorrem para o rastreio:

1. Rastreio pessoal
1.1. Em primeiro lugar, conheça o seu corpo, nomeadamente as suas mamas (através da visão directa e ao espelho), de forma a poder descobrir rapidamente algo de anormal ou de que nunca se tenha apercebido (sobretudo nas mulheres mais novas, mais de 50% das anomalias são detectadas por elas próprias). Esteja atenta especialmente ao eventual aparecimento dos seguintes sinais de alarme:

Actualizado em Terça, 08 Maio 2012 10:03 Continuar...
 

Cancro da Mama

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Pode ser prevenido?

O cancro da mama é o tumor maligno mais frequente na mulher.
O European Cancer Observatory (ECO), nos seus últimos dados publicados (2008), atribui a Portugal a incidência de 78,8 casos por 100.000 mulheres, de que resulta uma mortalidade por cancro da mama de 19,1 por 100.000 mulheres.
Sendo a Grécia o melhor país e a Bélgica o pior (nos 31 países), Portugal situa-se no 10º melhor lugar.
São números bons, sobretudo se comparados com a média da União Europeia (UE), respectivamente de 103,7 e 23,9 por 100.000 mulheres, mas temos de continuar a lutar para sermos ainda melhores, nomeadamente em relação à mortalidade.
Neste sentido, penso que o melhor caminho tem duas faixas paralelas: a prevenção e os cruciais rastreio e diagnóstico precoce.

PREVENÇÃO
Procure, sempre que possível, reduzir os factores de risco evitáveis.
FACTORES DE RISCO:
O maior factor de risco é ser mulher, o que é inelutável (apenas 1% de todos os cancros da mama são no homem).
O outro factor inultrapassável é a idade: 85% dos cancros da mama são diagnosticados nas mulheres com mais de 50 anos, o que obriga a um rastreio bem mais apertado nestes grupos etários.
E que outros factores devemos ter em conta individualmente em cada mulher para prevenção do cancro da mama?
1. Antecedentes pessoais
1.1. De doença benigna da mama:
Algumas situações proliferativas podem funcionar como percursores de cancro da mama (hiperplasia florida, adenose esclerosante, papiloma intraductal), sobretudo quando associadas a atipias citológicas (hiperplasia lobular atípica, hiperplasia ductal atípica).
As situações acima referidas deverão ser, portanto, rapidamente tratadas.
1.2. De cancro da mama:
História pessoal de cancro da mama aumenta o risco de desenvolvimento de outro tumor na mesma mama ou na contralateral; o risco nestas mulheres é de 5 a 10% em 10 anos.

Actualizado em Terça, 08 Maio 2012 10:04 Continuar...
 



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“Apetece cantar e ninguém canta. Apetece gritar e ninguém grita.” Miguel Torga